quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O retorno.

Depois de anos sem que ninguém postasse nada naquele blog, Leonardo resolveu postar. Pensou no que escrever, e o que escreveu foi isto>

Nada. Não escreveu exatamente nada. E não era somente porque em suas mãos não havia caneta, lápis, pena, giz, e sim o seu triste e murcho pênis. E as mulheres já não mais o excitavam. Pois as mulheres não eram mais mulheres, eram magras e altas e pálidas. Gélidas, raquíticas caquéticas. E não eram meninas, fêmeas, eram próteses, nada mais que próteses de rapazes assexuados e insexuados e recuados, sempre acuados, na magreza que formalizava seus pensamentos. Tipos, numa prensa de Gutenberg. Você é o teu corpo? E todo homem que é homem é um andrófobo misantropo homofóbico. Embora tudo isso seja mais medo. E medo é o desejo do covarde. O desejo que estuprem tua família, para que você escape. E assista. E tenha o prazer de sofrer a pimenta no olho dos outros. Seu veado. E agora que as mulheres são homens, não mais acalentam seu sangue, que agora é só coágulo e coalhada, e sua masculinidade permanece inerte. Murcha. Uma caneta, que não escreve. Pois seu dono analfabetizou-se. O guerrilheiro anarco-monarquista, capitalistoludita de coração puro e nobre. Chupando uma manga. Suculenta, cheirosa e vômito. Vômito em golfadas epilépticas.

Assim jamais leria aquele livro. Pois a TV analfabetizou-o. Jamais saberia que aquele livro era uma farsa, e uma contradição em si mesmo. Dez mandamentos, como os dedos polissindáctilos que te empurram traseiro acima. Era muito mais simples existirem 300 mandamentos. Nús. E todos se bastariam em um. Verdade zen. Koan do Pato Donald. Junte-se a nós e sirva-nos de comida. A única verdade. Pois você não precisa saber que na verdade é apenas um instrumento do esterco. Você é a crisálido, a merda é a borboleta, e sua prosbócide é o teu pinto. Enfiado num traveco, que vai te arrebentar na porrada. A bosta é o fim último das verdades humanas. Mas nem isso você entende. Pois você é um fantasma analfabeto. É uma imagem de televisão. Um ator em um teatro que só querem ver o efeito especial que é a porra jorrando, por alguns segundos na cara da tua mãe. E assim jamais ficaremos sabendo do sentido último daqueles outros mandamentos. Que vinham da aristocracia. E que Ockham jamais havia escrito nenhum livro. Aquele tarado. Ainda bem que Deus, o Pai-Nosso o matou. Pois para isso servem os pais. Além de te cagarem. E o copyright do superman expirou. Aquela bichona. Voando por aí, com o pau duro.

Somente naquele momento podia sentir como que um sopro, vento, eflúvio, flatulência do eterno e interminável. Filosofia do pobre, que não possui vocabulário para entender o que ele mesmo pensa. Seus pensamentos estão em uma língua estrangeira, e por isso pensar dói tanto quanto uma pica no cu. Afinal, você não consegue nem ler. Palavras. Palavras. Blá. Papagaio louco, tu és um urubu. Comendo a carniça da letra morta. E já não se podia saber se era um homem excretando uma bosta, ou se era a merda defecando um homem. O mais inexprimível e inefável dos momentos íntimos. O prazer mais solitário que existe, o parto de si mesmo. Pois se é tudo relativo, talvez estejamos mesmo andando todos de cabeça para baixo, e a única coisa que nos prende à terra é aquele pecado impudico de nossas mães. Que dizer então? De que serve a perna última para o saci alado? É tudo tão inútil que se torna indispensável. Condição "sine qua non" de sua absoluta irrelevância. Se os fins justificam mesmo os meios. Aquele grande idiota. E o fim dos homens é a privada. Você fica feliz com um enorme cocô, bem durinho e saudável? Ou deprime-se na diarréia balzaquiana de infindos gardenais? Para quê? Para que ler? A navalha é para cortar. Mas você nem tem coragem de cortar a barba com a navalha. Pois você nem é homem, é fêmea ressequida do produto interno bruto da economia de massas. Fato gerador da hipótese de incidência típica e antijurídicamente inconstitucional da globalização. BRIC no teu MERCOSUL. ALCA. ALCA. ALCA. Na zona franca que é Manaus. E você deseja coisas, sem conservantes e naturalmente artificiais, vermelhas e amarelas, que você jamais compreenderá. Você não é nem o ter, nem o ser. Você é o chorar, porque não pode comprar. E se não pode comprar, ninguém deseja te estuprar. Porque você não é colorido como um pavão. E o desejo de fazer sexo, não é o desejo de perpetuar a maldição do maldito teu pai... Caim... É o desejo infantil e indígena de colorir com um pincel. Tornar os teus cabelos um grande cocar. E o teu pau uma varinha mágica de pintar o sete.


Sentado em seu trono homérico. Conan da fagocitose. Macho de quatro pernas. Jumento atlântico e pacífico dos quatro ventos. Rosa cardeal da onipotência agnóstica do meu pauuuuuuuuuuuuu. Todos os caminhos vão a Roma, mas você nem tem onde morar. E só se prostitui porque as pessoas são masoquistas e te odeiam. E sua ejaculação nada mais é que um cuspe doloroso. Assim, portanto e contudo os entretantos e os por ques e porquês revogam-se todas as disposições em contrário. Chupe-me. Enquanto seguro teus cabelos. Encaracolados. Como tenia solium, eclodindo no meu pequeno... cérebro. Cerebelo vermífugo e ofídico da minha incompetência. lagarto lagartixa tiranossauro rex pax americana "Fight or flight" feedback insight de los macaquitos de la television. Nuke! Cáspita! Viva la revolucion! Seu veado! Cagando, e reproduzindo-se. A imagem e seu criador. Sentado no trono de Jerusalém, erguido sobre os cadáveres de mil bastardos, daquela Grande Prostituta, que foi tua tataravó. Babel de surdos-mudos, que correm como minhocas. E não são minhocas, são o teu pênis mesmo. DNA de mil vermes, correm qual mil espermatozóides anabolizantes no teu sangue infecto. E te dão a tua forma. O meu corpo é o pão. O meu sangue é o vinho e a cachaça. Do andante que é defenestrado. No ônibus assaltado. Ame o teu próximo, pois você será o próximo.

E o livro "A Verdadeira Navalha de Onan". Dane-se. Nunca leu nem um gibizinho da Mônica. Aquela pedofílica prostituta. Escrever. Ler. Foda-se. Para quê? Se já não consigo nem me masturbar? Sildenafil dos infernos, alargou-me a bocarra do ânus. Vagina dentata. Anus dentato. Dentadura. Boca cu. Você come. Você pare. A vagina é um cu gostoso e molhadinho. Mas com ele sempre foi áspero e grudento. Pensava, inquieto, quando um pensamento que na verdade era presságio, palpitação, congelou o coração. Terremoto do amor. E se um dia não puder nem mesmo mais cagar? Folheou o livro. E arrancou uma a uma as folhas. Já não lia mais nenhum livro. Nenhuma oração. Nenhuma frase. Nenhuma palavra. Sem conjunções. Ponto final. As folhas só serviam para limpar a bunda. E sentia-se importante limpando a própria bunda com folhas de livros. Como o multibilionário Stephen Hawking. Em seu trono, fumando um charuto de de de heroína e notas de mil dólares. Aqueles burgueses filhos da puta. E sentia-se muito importante. Limpando a própria bunda. Era acariciar o ego. Anal. Fabeto. O ego é o ânus. O ego é o teu reto. O ego é ismo. Os ismos são terrremotos. Em 2012, você irá afundar. Eu te prometo.

Entregou-se portanto, lânguido, com aquele contentamento de mendigo que se mija todo para não congelar no inverno. Aquele quentinho de cobertor, aquele quentinho de corpo gordinho e corado de nenê. Entregou-se de corpo e alma ao seu novo prazer. Prazer canino e esfomeado. E o seu novo prazer era comer bosta.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Um momento mágico...

Sexta-feira, 13 de junho, um dia após o dia dos namorados...

"Ontem queria estar ao seu lado...

Para te acariciar
Para te abraçar
Para te envolver em meus braços
E fazer um carinho

Ontem queria estar ao seu lado...

Para te beijar
Para te bajular
Para te dizer coisas lindas em seu ouvido
E me apaixonar ainda mais

Ontem queria estar ao seu lado...

Para dizer 'te amo'
Para dizer 'meu amor'
Para dizer 'minha vida'
E para dizer 'chegou a hora'

Ontem queria estar ao seu lado...

Pegar minha faca
Abrir tua barriga
Arrancar suas tripas
E te estuprar ainda viva"

by Mark DeButter

terça-feira, 10 de junho de 2008

Simples Amantes

Em um apartamento simples em uma conhecida cidade do noroeste paulista...

Um rapaz gordo preparava sua comida predileta. Ele adorava cozinhar, apesar do pouco tempo que tinha para isso, pois estudava muito.

Enquanto o fogo aquecia seu rango, ele preparava a mesa com copo, talheres e um prato, afinal, morava sozinho.

No fundo, rolava o som de sua banda favorita. Chacoalhava a cabeça ao som da inominável Voluptous Orgasmatic Monstrification Infectiously Tormenting Arranged Tissues In Overnasty Noise.

Sentou-se na cadeira e começou a comer miojo. Repetiu duas vezes.

Abriu a geladeira e ainda preparou um sanduíche, com maionese quase vencida, queijo e presunto.

Degustando seu lanche, abriu o forno, encontrou restos de sua marmita, que comera no dia anterior. Não teve dúvida, abriu o sanduba e acrescentou o virado que já possuía um leve paladar aguçado de podrinho.

Sentou-se em frente a TV, ao lado de um ser estranho que habitava seu lar.

Mas eu disse que ele morava sozinho...

Então quem era aquele ser?

O que estaria fazendo alí, quieto, inerte?

Começou então a acariciar os braços, e o ser ainda imóvel...

Chegou pertinho do ouvido..sussurrou algo e deu um leve sorriso...de certo uma de suas frases sacanas.

Beijou o pescoço, envolvendo-os em seus braços moles e suvaco pelancudo.

Estranho que aquele ser realmente não se mexia.

Seria um morto?

Não...o gordo pançudo não é capaz de tanta ousadia, ele prefere algo ainda quente...

Foi quando acendeu uma vela e começou a pingá-la em cima de seu peito cabeludo e feio.

Agarrou novamente seu parceiro, virando-o de lado.

Fornicação.

Lenha.

Bombava feito um louco, não se aguentava.

Créu nível 4.

E assim foi durante incríveis e delirantes 1,3 minutos. O rapaz, ainda jovem e com certa experiência, era precoce. Mas não era abandonado pelo seu então fiel parceiro.

Ao término do ato copulatório, virou-se para seu "outro eu" e disse:

- Ozzy, você é incrível !!!

Virou-se repentinamente para a TV, jogando de lado o seu boneco inflável...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O começo do Fim.

Era uma madrugada fria e cheia de neblina na cidade de Curitiba. Um beco sombrio escondia-se morbidamente em meio às ruas desoladas.

Desta atmosfera sinistra, um vulto horripilante fazia um ruído inumano.

Era um gemido agudo, parecia que alguém iria dar a luz, não fosse voz masculina. E exalava um cheiro repugnante, pior que a morte.

E eis que o vulto se levanta.

Era um homem, alto, vinte e poucos anos, usando uma camisa preta onde poderia se ler “Total Fucking Destruction”.

Havia acabado de defecar.

E ainda com as nádegas lambuzadas, esfregando uma na outra, ele segue seu caminho, cantando e seguindo sua canção, até que é abordado por uma estranha figura.

Uma mulher absurdamente gostosa.

Tinha um par de peitos absurdamente redondos e duros, corpo firme, parecia uma potranca com um rosto maravilhoso, olhos azuis.

O sujeito, que não parecia ser tão bobo, teve uma ereção, que apesar de imperceptível por cima da calça, fez com que seu pintinho murcho saísse do buraco onde se escondia do frio daquela madrugada.

Sem saber como reagir, e também sem tempo para isto, foi derrubado no chão e teve suas calças arrancadas em um gesto selvagem que o arrastou por três metros para dentro do beco.

Suas costas ralaram no chão, inclusive sobre as fezes que havia acabado de defecar.

Sentiu medo, muito medo. Não entendia como uma mulher daquela poderia ter tanta força.

Ainda sem saber como reagir, teve seu pênis abocanhado por aquela mulher. Enfiou o pinto e a bolas ao mesmo tempo dentro da boca, e chupou com força.

Entregue àquela sensação êxtase infinito, abriu os olhos e viu que aquela gostosa misteriosa não mais chupava seu pau. Ao contrário, apoiava-se na parede, levantando o vestido vermelho, enquanto empinava a enorme bunda, pedindo encarecidamente a presença de sua rola.

E ele não perdeu tempo.

E foi numa estancada só.

Créu.

E eis que subitamente, sentiu uma coisa absurda.

Era como se aquela criatura estivesse chupando seu pinto com a vagina.

Era um ósculo invaginatório muito poderoso.

E começou a sentir a presença de dentes.

E sentiu medo.

Eu ouviu

Troc.

E gritou.

AHaahahahahh

E ouviu de novo...

Troc... Troc....

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gritava como um desgraçado.

E havia o barulho de carne sendo moída.

Uma poça de sangue enorme tomou conta do chão enquanto a mulher assumia sua verdadeira identidade.

Um monstro horrível, que misturava Ronaldinho Gaúcho com o Batoré que havia sido enviado do espaço. Mas sua missão não havia acabado.

De sua buceta dentuça eis que uma enorme espada aparece.

E em meio aos gritos de dor do homem que contorcia-se no chão em sua poça de sangue, enrabou-o violentamente, até que a ponta da espada saiu pela boca.

Em seguida a criatura desapareceu.

XXXXXXXXXXXXXXXXX

Apodrecendo no beco, o cadáver despintado e enrabado jaz inerte.

Mas o impossível acontece.

Ele se mecheu.

E se levantou.

Agora ele é um zumbi.

E tem uma missão a cumprir.

Mas isso fica para outra história.

Mentes Inconseqüentes presents...

Mark DeButter sempre gostou de curtir a vida rodeado de amigos, mulheres, cerveja, churrasco e Nike.

Em uma noite fria, na cidade de Londres, Mark caminhava e cantava e seguia seu trajeto até sua residência. Passava ao lado de becos escuros e sombrios, rodeados por prédios da singela classe média londrina, com tijolo a vista, reboque quebrado, grandes caixas de lixo...

Foi quando observou que havia algo de muito estranho perto de uma dessas caixas. Havia dois vultos entrelaçados, junto com resmungos, gemidos, se remexendo sem parar.

Mark pensou que poderia ser um maníaco enchendo a boca de sua vítima com lixo, empalhando tal ser vivo com restos de gordura, fraldas descartáveis e ainda embanhando seu corpo com o mais aromático dos churumes, enquanto enrabava e socava sem dó o seu vasto órgão copulador no já esgarçado ânus, que sangrava sem parar feito ferida de tiro de bazuca em braço de hemofílico.

E constatou que o que estava vendo era exatamente isso...

Mark ficou chocado...

Mark se sentiu constrangido...

Mark ficou horrorizado...

Mark ficou hipnotizado...

...E encantado.

Muitas sensações tomaram conta de seu corpo e sua mente. Não ficou excitado, assim como Raoul já está, mas algo muito forte lhe fortaleceu internamente...

Mark olhou aquela cena grotesca com a mais raivosa das calmas...

Sim, uma calma profunda tomava conta de si agora...e observava...gritos e gemidos e sangue e lixo no cú...uma putaria do caralho, pra falar a verdade...

Mark abriu sua jaqueta de forma leve, colocando a mão direita por dentro do couro, retirando um objeto longo, reluzente e pontiagudo...

Se aproximou do psicopata que agora enfiava lixo até na orelha da vítima.

Shhhhhhhhiiiinnnnnnnnnnnn..

Um ruído cortante rasga o ar e o pênis do louco tarado, que não tem outra reação senão proferir a sábia palavra proveniente do mais arcáico dialeto greco-romano ainda existente:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH !!!

Nesse exato momento, Mark DeButter arregala os olhos e desfere outro golpe, cravando seu objeto dentro da boca, atingindo a garganta do tarado do lixo...

O que se ouvia era absurdo...um urro misturado com catarro, sangue e após alguns espasmos, vômito, que atingiu a então vítima, que olhava horrorizada para seu então ex-parceiro sexual.

- Obr...obrigada - disse a vítima traumatizada e em lágrimas

- Qual é o seu nome? - perguntou Mark DeButter

- Catharine Moura

- Era...

Ssssssssshhhhiiiiiiinnnnnnnn....

Com o mais severo dos golpes, o olho esquerdo (...não, o direito, isso...) o olho direito de Catharine Moura observava um leve reflexo lateral de sua imagem na lâmina, enquanto seu olho esquerdo (agora sim) era penetrado pelo objeto cortante, ao mesmo tempo em que com movimentos bruscos, a mão de Mark DeButter torcia o punhal para rasgar o cérebro da pobre criatura do sexo feminino (?)...

O que se via saindo do orifício óptico eram gosmas no melhor estilo Evil Dead, sangue, vômito, cérebro e churume...

Mark arrancou a roupa de sua vítima...e limpou a lâmina...verificando a imagem refletida e nítida de sua face, com uma vaga luz oriunda de um poste de luz...

(...)

Era a primeira vez de Mark DeButter, que fechou sua jaqueta, virou-se para a rua e continuou seu trajeto de volta ao lar

Caminhando e cantando e seguindo

Surgia um dos mais grotescos e perversos seres que este blog tem a honra de apresentar...O Retardado da Faca.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O retorno de Madalena


Madalena entrou no blog de um sujeito chamado Giuzzépi Coalhada.

Giuzzéppi, tal qual um profeta, proferia a história mística e intergaláctica da batalha eterna entre as maiores entidades maniqueístas da história das crenças, Baltazar e Maciel, o pestilento.

E no meio desta epopéia, Madalena já havia se masturbado umas três vezes enquanto lia e fumava maconha, como uma porca hyppie que rolou na lama de Woodstock 10 anos atrás e nunca mais tomou banho.

Foi quando ela leu uma história que dizia que um padre havia enfiado o braço inteiro no ânus de um outro rapaz.

E perguntou-se qual seria o limite que seus esfíncteres poderiam agüentar.

E foi imaginando todo objeto roliço que via sendo enfiado em sua vagina. Olhou para o telefone, para o cachimbo de maconha, e enfim para seu próprio punho fechado.

Então Madalena esforçou-se ao máximo para testar seus limites.

Enfiou um dedo e esfregou-o rapidamente pelo canal da vagina para que ficasse lubrificada.

Imaginou-se sendo fodida por Pedro D’Lara, sua paixão platônica de infância e imediatamente ficou encharcada.

Tirou este dedo e enfiou no cú enquanto continuava a enfiar três outros dedos da outra mão dentro da buceta.

E enfiava e enfiava e enfiava.

Cada vez mais rápido.

E cada vez mais fundo.

Até que estava envolvida em um balé frenético onde enfiava rapidamente os dois braços em uma sincronia insana um no cú e um na buceta.

E a velocidade ficou incrível.

Até que Madalena subitamente parou.

E enfiou, de uma vez só, os dois braços dentro da buceta.

E enfiou até os ombros.

E continuou enfiando.

Até que enfiou sua própria cabeça.

E virou-se no avesso.




E assim surgiu o universo.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O dia após o anterior

Abreu Calcaz era um sujeito um tanto quanto fora dos padrões heterossexuais da biosfera.

Ao mesmo tempo que preparava sua vitamina de arroz, alface e sorvete de creme, cozinhava feijões americanos enlatados...sim...enlatados. Ele não tirava os feijões da lata....dizendo dava diarréia.

Certo dia, Abreu acordou, bocejou e se espreguiçou. Suas pregas não resistiram, soltando uma lufada de ar podre que saiu de dentro de si. Um passarinho que cantarolava em sua janela, junto as flores de campo que cultivava, não aguentou tal injuriação aromática e caiu morto em seu quintal, sendo devorado por seu pacato felino de estimação, Ambrózio, que acordara com o tal estilhaço anal proferido.

Abreu sorriu, afinal, não é todo o dia que se obtem quantidade e qualidade em suas flatulências.

Sorriu por ter peidado.

Sorriu por ter despertado.

Não é todo o dia que se acorda com um dever cumprido.

Sua sede de vingança havia se concretizado...matara sua mulher, a qual enchia de porrada ao se satisfazer sexualmente. Em uma de suas brincadeiras, pegou a piranha e enfiou no cú da esposa, que teve sua bunda laceada e rasgada pelas mandíbulas afiadas. Em seguida, com uma mão pegou seu pau e deu na bunda da esposa, enquanto sua outra mão masturbava seu michuruco pênis...e foi enterrando...enterrando...(o pau, não o pênis)...e sua esposa urrava, e muito, como ursa ártica no cio após o período de ibernação.

Tinha então finalizado aquela a qual o havia traído com mais de 200 homens em um filme pornô de mais de 5 horas...

Abreu levantou, tomou um banho e preparou seu café da manhã.
Chamou Ambrózio, que não atendeu...

Então saiu...caminhando e cantando e seguindo...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Experimental

Não havia nenhuma sirene. Naquela noite abafada.

O carro freou bruscamente, deixando marcas de pneu no asfalto.

Abriu a porta. E saiu gritando: "Ajuda", "Ajudem", "Aqui".

Na parte de traseira, alguém estava morto.


A princípio ninguém ligou. E por que ligariam? Por que alguém daria a mínima? Então ninguém deu.


Só alguns poucos daquele amontoado sujo e desdentado. Aquelas pessoas tão fétidas que os outros preferiam esquecer que elas são, de fato, PESSOAS. E não que algum dia foram. Elas, teoricamente, ainda são.

Saindo da multidão. Que se esparramava e caía, na sarjeta, e que gemia, e rastejava. Da multidão cariada e esquecida.

E uma delas, uma velha senhora, mancando, com uma visível lepra, ou cancro que lhe corroía pernas, flores avermelhadas, arroxeadas, de pele, brotando aqui e acolá. Ramalhete de dor e vermes. Segurando nas mãos calejadas - e sem um dedo - um papelzinho roto com um número, como se fora um talismã.

"Dotô. Chegou minha vez?"

Ele parou por um instante. Limpou o suor do rosto. Olhou em volta, sem saber para onde. Enquanto traziam uma maca, não se sabe também de onde. Daquelas com rodinhas.

E colocou a mão no ombro da senhora, os olhos cansados e fixos nele, tranquilizando-a:

"Tua hora vai chegar"

E depois, sem tempo para olhar para trás:

Cruzando as portas do hospital. Que fecharam-se rapidamente às suas costas. Como que para evitar uma súbita contaminação.




Correndo.

Correndo.

E girando.

Girando e correndo.

Pelos corredores de luzes hesitantes.




O que daria a ele o direito de entrar? E não aos outros? Que sublime mistério era este. Seria a sua convicção? Seu desespero? Não se sabe. Estava bem vestido.



Uma porta a sua frente escancarou-se de repente.


Vislumbrou alguém. Uma mulher, pernas abertas, o braço pendendo para fora da cama, preso a alguns tubos enrolados. As pernas abertas, numa obscena e imunda explosão. Como se alguém tivesse introduzido uma granada. Uma pequena granada. Em sua vagina.


Um médico, segurando de ponta cabeça uma boneca disforme, sangrenta e roxa. Que não era uma boneca, era um bebê. Os beicinhos tortos. Os bracinhos moles Os olhos fechados e mortos.


E o médico chorava copiosamente. E balbuciava, espumando pela boca: "O bebê não chora..." "O nenê não CHORA!"

E prosseguiu introduzindo um dedo no pequeno ânus. Pra ver se conseguia alguma reação. QUALQUER reação.

Mas ELE nem prestou atenção nisto. Nem quando o médico pegou aquela trouxinha mole. Aquele pedacinho de gelatina mole e podre e roxíssima. E segurando por uma perninha, começou a batê-la violentamente contra um balcão. Como um açougueiro amaciando um pedaço de carne.

E viu muito menos, quando só depois disto, um ou dois enfermeiros tentaram impedir o médico, e este, chorando como uma histérica, enrolou-se no chão, em posição fetal e começou a chupar o dedão. Com as luvas sangrentas.




Não viu porque já estavam:

Correndo.

Correndo.

E girando.

Girando e correndo e cantando.

Pelos corredores de luzes faiscantes.





Um dos que corriam ao seu lado. A maca, desviando miraculosamente de dezenas, milhares de doentes que andavam para lá e para cá, como zumbis. Esperando o colapso profano de seus corpos atordoados. Falou:
"O médico de plantão... enlouqueceu."

"Eu sou médico" - disse o homem.

"E eu também" - riu o faxineiro, que corria ao lado.


Alguém poderia ter duvidado. Pois ele estava bem vestido. Paletó e gravata. Mas não estava vestido de branco. Mas o hábito não faz o monge. Dizem. Então por que todo maldito médico se veste de branco?




E à corrida se juntaram duas cadeiras de rodas. Com dois velhos. Um paralítico. A sonda balançando vigorosamente e espalhando um soro turvo , refrescando o rosto dos competidores.



Correndo.

Em círculo.

Pelos intermináveis corredores.

Pelos corredores de luzes alucinantes.


Driblando bandejas, com amostras de fezes, exames de urina, coletas de esperma.

Um "milk-shake" doentio de fezes, urina, semên, sangue e lágrimas.




E alguém poderia facilmente admirar-se.

Se ainda existiam pessoas, assim. Daquelas que fariam qualquer coisa por você. Sem jamais terem te visto. Trocado algumas palavras. Sem nem saber o teu nome. E pensar naqueles que ainda esperavam lá fora. Que não podiam pagar. E imaginar se quando fazem alguma coisa por você. Só o fazem porque estão lucrando de alguma forma com isso. Será que te ajudarão, no dia em que você não puder mais de alguma forma, pagar?


E imaginar se alguns pagam com favores sexuais. Se não seria ético pagar com favores sexuais. Aquele que salvou sua vida. Afinal, se salvaram a sua vida. A SUA PRÓPRIA VIDA. Você então estaria devendo a sua vida. Não?



Até que chegou o inevitável final da linha.

Beco sem saída.



E começou a dar ordens. A voz potente. Firme. Não hesitava. E ninguém desobedeceu.

Colocou luvas, uma máscara. óculos de proteção.

Nem lavou as mãos...


E todos estavam muito agitados. Indo para lá e para cá. Obedeciam as ordens, daquele tão decidido em salvar uma vida. Mas ao mesmo passo, pareciam não entender muito bem o que era ordenado.

E o que o maldito faxineiro. Um senhor negro, magrinho. Estava fazendo lá???


Falava alto. Ordenando o caos.


E uma enfermeira olhava para ele. E ouvia a voz, máscula, decidida. E viu o rosto, e ocorreu-lhe que era tão bonito que podia muito bem ser homossexual. Embora uma coisa não tivesse nada a ver com outra, não é? E era forte. Alto. Talvez um pouco grisalho demais. E sentiu uma forte atração sexual por ele.

Esqueceu-se até mesmo que era mãe. De dois pequenos e cruéis diabinhos. E esqueceu-se que era casada. E esqueceu-se até mesmo que não era tão atraente assim. Uma a mais. Na multidão. E esqueceu-se como todos esquecem. Sem remorsos. E seu olhar estava fixo no dele. E sentiu um calor. E queria tocar os próprios genitais. E esfregá-los. E sem perceber, já o estava fazendo, por cima das roupas.

Olhos fixos no dele.

E ele arriava as calças, retirando um enorme membro, rijo, pulsante, enquanto ela subia na maca. Pip. Pip. Pip. Faziam aquelas maquininhas infernais.

E a possuiu ali mesmo, em cima do morto. Os peitos moles, pulando para cima e para baixo, com as rápidas investidas. Com todo mundo olhando. O faxineiro, se masturbava ali, com um sorrisinho cínico nos cantos dos lábios.

E ela quis que ele colocasse o estetoscópio, para ouvir o pulsar de seu coração.

E apenas quis.


E imaginou.


Talvez. Porque nada daquilo aconteceu.


Eram apenas cancerígenos sonhos. Devaneios e alucinações.

Metástases de ilusões.


Ele apenas falava cada vez mais alto com ela. Para que buscasse a epinefrina, 500 cc., ou a norepinfrina, ou as endorfinas. Loucas anfetaminas, litros e litros delas, louca adrenalina.

Ao que outra enfermeira, mais experiente, veio e aplicou as injeções corretas no morto. Dizendo:

"Não ligue para ela, é apenas uma estagiária"




E não funcionavam. As cardíacas massagens. A química infalível. As malditas maquininhas faziam pip, pip, pip. E nem sequer estavam ligadas ao morto!



Alguém abriu uma porta. Com um estrondo. E dela saía um vapor quente e asfixiante. Era uma sauna? E dela saiu como que um gordo cozinheiro, maldizendo numa mistura de italiano e espanhol. Suor escorrendo, os cabelos grudados na testa: "Porca pipa. Cáspita. La vendetta és uno manjare que vá biene cruo. Maledetos!". E os enfermeiros tentavam afastá-lo. Fechando a porta.


Óculos que embaçavam.

Arrancou-os.


E a despeito de todos os esforços. De todo o sangue e suor.
Ainda estava MORTO.
O desgraçado.
Ha. Ha. ha.



"Não. Não" Ele gritou, num súbito arroubo cinematográfico, perdendo a calma, batendo no peito do morto, com um punho, com as duas mãos. Deseperando-se. Ou melhor. Esperando. Esperançoso do fracasso.



O desfibrilador. A satânica invençãozinha de dar choques.

Estava nas suas mãos.

OhhhhhH!

Todos olhavam.

"Afastem-se"


E nada.

Ou melhor. Alguém não se afastou e agora contorcia-se no chão. Escumando pela boca. Os olhos virando para trás. os outros tentavam acudi-lo.


"Afastem-se".


Nada.


Imaginou o que aconteceria. Se desse um choque no saco, ou na testa do indivíduo. E este tinha marcas de estrangulamento no pescoço. Um crime passional?


"AFASTEM-SE!!!"


E quando já não esperavam mais nada.



Os olhos se abrem.


E ali estava um olhar de reconhecimento e horror. Um horrível reconhecimento. Um pequeno conhecimento do Horror. Com os sintomas clássicos. Pupilas contraídas. O intestino se aliviando. Olhos bem abertos, veias, petéquias, o dedo fraco e trêmulo apontando para...
A boca fraca demais para regurgitar um nome "Hmmm... hmmm."


O salvador:


O rosto vermelho, se contorcia num esgar, num riso forçado. E não era riso: futilmente tentava esconder o choro. Quente. Ejaculou, com a boca torta. Baba, suor e lágrimas:




"Seu FILHO DA PUTA!", e continuou, com a voz rouca, "Olha pra mim! Olha pra mim, desgraçado! Eu te trouxe de volta do Inferno...".




Arrancou a máscara cirúrgica e atirou no chão. Pausa.




"Só pra ter o prazer de te matar. DUAS VEZES!"




Retirando de dentro do casaco, um instrumento metálico, girou tambor, engatilhou, e todos olhavam para ele, admirados com seu poder.

E tudo terminou num orgasmo de miolos, sangue e pólvora, de expostas fraturas e globos oculares. Oculares testemunhas do prazer. Olhando para o nada, e girando como confetes, no ar.

Seguido pela paz. Do dever cumprido.

Pela doce e vermelha paz.

Pós coito.

O FIM.

PS: O Raoul é insano.

Voltei de viagem, mas esta foi apenas uma passada rápida.

Este é um conto bem antigo meu...

Estou curioso para saber no que isto vai dar.

Morte.

terça-feira, 27 de maio de 2008


sábado, 17 de maio de 2008

O declínio de Madalena (Parte 2)



Madalena acordou na cozinha com o barulho e a dor que seu peido descomunal causara.

Parecia que para sair, a imensa pressão dos gases internos tinham que sair rasgando pelo tecido gorduroso que formava um túnel.

E Madalena foi aos poucos se levantando, pensando que talvez a cama fosse mais confortável para morrer.

Ao entrar na sala eis que ela vê, em pé, um homem muito magro, alto, velho, careca, mas com barbas enormes, com o pênis absurdamente ereto, parecendo um pedaço de cabo de enxada.

O olhar fixo, doentio, em sua direção. Masturbava-se.

Era uma visão assustadora.

Havia muito barulho, da música do vizinho, ela sentia que estava muito zonza.

Não podia ser verdade.

Talvez fosse um estuprador!

Gelou.

E sua buceta cabeluda imediatamente ficou encharcada. Escorria-lhe pelos pés. O coração acelera. Pensou que ia morrer.

Mas o homem, que era um enorme mendigo esguio, não se mexia.

Tudo o que fazia era continuar a fita-la.

Aquele olhar maldito.

Aquele pênis enorme.

Aquela sensação estranha.

Ela queria ver sua buceta arrombada por aquele enorme membro que era bem maior que o consolo que ela tinha. Mas tinha medo, por que além de saber que isto era pecado, ela sabia que o estuprador poderia machucá-la, ou talvez matá-la, o que seria muito ruim, pensou, mesmo sem saber o porquê.

Como uma porca no cio pensando que vai morrer, ela escorregou desajeitada pelo chão, indefesa.

Ela não conseguia desviar o olhar do homem e não percebeu que dois anões seguravam suas pernas.

Quando olhou ficou ainda mais aterrorizada, mas não conseguiu exibir nenhuma reação, pois no meio do seu espanto, outros dois anões seguraram seus braços, e puxavam com violência.

E ela ficou esticada, como Gulliver, detida pelos pequeninos, com pernas abertas.

A pressão psicológica foi tão grande que Madalena defecou.

E era uma diarréia em jatos que batia forte no chão e ricocheteava nas paredes lambuzando todo mundo de uma pasta marrom recheada por pequenos pedacinhos de feijão.

E enquanto tudo isto acontecia, aquele velho continuava estático, apenas olhando.

Olhando e se masturbando.

Madalena chorava muito, mas sua buceta nunca estivera tão molhada em toda a sua vida. Sentia um calor que começava no peito, corria pela barriga passava pelo meio da buceta, saía e entrava no cú.

E olhando com meia visão, atrapalhada pela barriga em sua frente, Madalena avistou uma criatura horrível.

Era outro anão.

Mas era uma deformação bizarra.

Abaixo do seu pequeno umbigo exibia um enorme instrumento roliço, quase do seu tamanho, que ele poderia perfeitamente chupar se assim quisesse.

E apontava para cima, ficando à frente de sua cabeça.

E aos meios dos gritos de Madalena, os anõezinhos começaram a fodê-la em meio a cânticos da nona sinfonia de Beethoven.

Mas já na primeira estacada, Madalena transformou-se e foi tomada por uma fúria animal que tomou completamente seu corpo.

Agarrou firmemente, com cada uma das mãos a pistola de um anão e começou a devorá-los. Ela os enfiava na boca a profundidades inimagináveis e em velocidades frenéticas que faziam sua boca sangrar muito.

Mas ela parecia ignorar a dor, pois enquanto aquelas cobras malditas faziam aquela dança macabra para e dentro e para fora do seu corpo, em enfiadas absurdamente profundas, ela sentia um êxtase infinito que a faziam sentir o propósito de sua existência.

E a velocidade aumentava e aumentava.

E o vizinho começou a ouvir Carmina Burana.

E o ritmo era absurdo.

Pareciam que queriam moer suas carnes uns nos outros com todas as suas forças.

E eis que, derrepente, o velho muda seu olhar.

E começa a suar muito.

E começa a acompanhar o ritmo.

E a música fica inquietante.

E termina tudo em um espetáculo de gozo insano com jatos de esperma inacreditáveis e gritos horrendos.

Até que Madalena acorda, sozinha, mas ainda sorrindo.

Lembra-se do chá de fita e percebe que tudo não passou de um sonho.

E a partir deste dia, ela acho o sentido para sua vida.

Todos os dias, ela tomaria um filme diferente, após visitar um blog diferente.

Para o resto dos seus dias.

E todos terminaram assim.

Felizes para sempre.



E agora é a vez de vocês.



E como diria meu amigo, Ozzy Osbourne,


Que a loucura reine.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O declínio de Madalena (Parte 1)


Madalena acordou chapada novamente.

O fedor de cachaça se espalhava pelo ar, misturando-se com o cheiro azedo de buceta suja.

E não podia vir de outro lugar se não do enorme consolo enfiado lá dentro.

Incrivelmente grande, jazia inerte na mucosa seca.

Ardeu um pouco para arrancar, mas era novamente aquela dor gostosa.

Levantou do colchão movimentando suas pelancas moles e encaminhou-se para o chuveiro, pois mal podia agüentar o próprio cheiro.

Tudo ainda girava em sua volta e conforme ela girava a torneira do chuveiro, tudo girava mais ainda.

E nada de água. Girava e girava. E nada de água.

E eis que Madalena, num gesto selvagem e improvável, cuspiu um jato de vômito muito forte na parede.

Desenhou um quadro abstrato colorido, mas tendendo para tons claros, que se misturou por toda a parede e pelo chão do banheiro, ricocheteando em todos os lugares e voltando para Madelana, que totalmente lambuzada, escorregou no próprio vômito e caiu de cabeça no chão, misturada com pedacinhos de alface, feijão e lingüiça frita, principalmente.

Deitada de costas no chão, com a cabeça sangrando, Madalena continuava vomitando, com sua boca aberta, mostrando os pedaços de dentes disformes plantados na gengiva sangrenta.

Quem visse, pensaria logo que ela ia morrer, mas não.

Ainda não era a hora de Madalena.

Tudo o que ela conseguia se lembrar era de uma história que ela viu na televisão de um roqueiro que morreu engasgado com seu próprio vômito, e intimamente, escondido em um lugar da sua mente onde nem ela sabia onde era, queria que o mesmo acontecesse consigo também.

Afinal de contas, se aconteceu com alguém famoso, deve estar na moda.

Mas não era este o destino de Madalena.

Ela teria que continuar viva, para cumprir sua missão.

Ela sabia.

Ela lembrou-se dos seus sonhos.

E das vozes que diziam, Maciel, Maciel...

E lembrou-se do site da internet que ela havia visitado...

E de todas as coisas ruins que aconteceram depois disto...

Da gengivite.

Dos dentes caindo.

Do incêndio na igreja.

Da morte dos pais.

Tudo ao mesmo tempo.

Até que acordou.

Como não tinha água na casa, não poderia limpar toda aquela mistura de vômito com sangue que estava grudada em seu corpo.

E como estava muito quente, secou e formou uma casquinha nojenta que grudou em toda sua pele, formando um recheio crocante.

A casa dela era um ninho nojento e para andar no meio daquilo, você tinha que desviar de tranqueiras mil misturadas com comidas, misturadas com pequenos animais em movimento.

Ela tinha que achar algo líquido para se limpar ou então vomitaria novamente.

Abriu a geladeira e caiu no chão um pedaço de uma fita de vídeo.

O império dos Sentidos.

E lá estava! Numa leiteira de alumínio amaçado...

O chá.

Em uma só virada ela tomou, de uma vez só, 550 ml do chá da fita do filme.

E tudo girava mais uma vez.

E neste momento, o vizinho ligou o som no último volume...

Sick, Bizarre and Defaced Creation, do Pungent Stench.

E como ela não entendia nada daquele barulho horrível, deitou-se no chão e ficou arrotando e peidando feito uma doida, até que o cheiro ficou tão insuportável que ela mesmo vomitou novamente.

Apresentações.



Apresentem-se, autores.

Eu sou Raoul de Azevedo.

Sou o autor do blog “O comandante supremo do exército dos derrotados”.

E agora estou convidando este monte de gente insana para participar deste blog...

A idéia é criar um universo, onde todos os personagens se misturam, em histórias além da razão, imaginação ou mesmo de qualquer noção.

Somos a academia internetária dos sem noção.

E agora, segue meu primeiro post.

Convocados sejam vós, aberrações intelectuais!


Que caia o véu da mentira!

Queimem os hipócritas!

Este é o conclave dos anormais!

Nas próximas linhas, você vai presenciar a criação de um universo.

Vivemos em um mundo dominado por uma ideologia pseudo-libertária, que no fundo se apoia no conservadorismo imperialista dos nossos verdadeiros patrões.

Ou seja, você acha que tem uma mente aberta, mas no fundo é mais um otário cheio de preconceitos. E nem sabe por que é assim. Parece que já estava dito no código de barras do produto quando lançaram você.

Mas você não entende nada sobre isto... Então não adianta nem reclamar...

Mas eis que em meio ao avanço incontrolável da mídia digital, os veículos de informação começaram a sofrer golpes anárquicos de intelecutais disfarçados de figuras inocentes espalhadas pela internet.

Figuras funestas que anarquizam as páginas da internet com mensagens chocantes aos olhos deste mundo totalmente paradoxal.

E loucura, por loucura,

Toquem os sinos.

O jogo vai começar.